| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Icteridae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Agelaiinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | A. forbesi |
O anumará é uma ave passeriforme da família Icteridae. Está ameaçado pela Perda/degradação de habitat e nidoparasitismo.
A situação taxonômica desta rara espécie foi, durante muito tempo incerta; era por vezes considerado um híbrido raro entre Gnorimopsar chopi e Chrysomus ruficapillus. Foi colocado no gênero Curaeus porque a forma do bico é semelhante ao de Curaeus curaeus, mas não há dados de DNA disponíveis.
Seu nome científico significa: de anumará, nome brasileiro, local para esta ave; e de forbesi = epônimo em homenagem ao zoólogo e coletor de espécies no Brasil, William Alexander Forbes (1855-1883). ⇒ Pássaro preto de Forbes. “Etymology: this masculine name is a formalization of the local Brazilian name, anumará, for the type species” (van Perlo, 2009; reported as arumará, per W. A. Forbes, by Short and Parkes, 1979). “The Brazilians called it “Arumará”” (Forbes 1881). (Powell et al., 2014).
Mede de 21 a 24 centímetros de comprimento.
Apresenta cauda longa e asas curtas. Lembra as caraterísticas físicas do pássaro-preto ou graúna (Gnorimopsar chopi) no entanto apresenta coloração em preto-fuliginoso, diferentemente do G. chopi que é preto-luzidio e tem o bico ainda mais longo e pontudo, sem o sulco diagonal na mandíbula (bico) que o G. chopi tem e em uma combinação de asas curtas e cauda mais longa. Ao cantar abre muito o bico e vê-se o interior da boca em vermelho.
Como a maioria dos indivíduos da família Icteridae, (Curaeus forbesi) também apresenta dimorfismo sexual. No anumará o tamanho dos machos é em média 9,7% maior na medida da asa e 9,1% no tamanho da cauda.
São características do anumará as penas lanceoladas com veios brilhantes na coroa, nuca, face, região malar, e nos lados do pescoço, independente do sexo do indivíduo (Short & Parkes, 1979).
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Utilizam os canaviais para se alimentar, consumindo pequenas sementes das inflorescências da cana-de-açúcar. Apresenta hábitos onívoros, alimentando-se de frutos, sementes e insetos, coletados no solo. Assim como o pássaro-preto (G. chopi) abre espigas de milho verde para se alimentar dos grãos.
Constrói ninhos em árvores frondosas. O ninho dessa espécie é em forma de cesta funda e bem trançada, medindo 180 x 125 mm de largura e com 84 mm de profundidade. É construído com capim seco e maleável. A reprodução ocorre durante a estação chuvosa, que normalmente é em março-junho; duas ninhadas são obtidas por temporada.
Habita a borda da floresta, áreas alagadiças adjacentes e até mesmo canaviais. A espécie utiliza tanto as áreas mais secas como as alagadas, para forrageio. Os indivíduos frequentam as bordas das florestas, onde permanecem durante horas sem vocalizar. São bastante ativos nas áreas abertas e alagadas, onde ficam forrageando no solo ou em capinzais.
Endêmico do Brasil, possui duas populações disjuntas; uma nos estados de Pernambuco e Alagoas, e outra nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: